segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mediocridade

Você conhece o tipo: abraços demais, sorrisos demais, conversas demais, proximidade demais, intimidade demais. Um verdadeiro doce. Chega a dar cáries.

Mil seguidores no Twitter, inúmeros contatos no celular e a miss simpatia no Facebook. Baladeira de plantão, é figurinha fácil nas noitadas. Nas fotos, advinhem só? Lá está ele, o sorriso, esbanjando alegria para quem quiser ver. Fez dele uma profissão. Ao ver qualquer janelinha subindo no Messenger, não hesita em disparar o seu bordão:

- E aí, qual é a boa?

Quer mesmo saber qual é a boa meu bem? A boa é não ser uma pessoa vazia. É se desprender de uma imagem superficial que não condiz com a realidade. É se libertar da fachada sou-feliz-e-nada-do-que-você-faça-me-abala. É deixar de mergulhar de corpo e alma nesse personagem que, no fundo, você reconhece que não existe. É se aceitar do jeito que é, com qualidades e defeitos. E o principal: é encontrar nas coisas simples a felicidade plena.

- E aí, partiu?

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Um comentário:

Dani :) disse...

Concordo plenamente minha querida amiga!!!!
Somos o que somos e sentimos sim, por isso somos vivos na medida que reagimos e superamos!!!
Para que mostrar estar acima de tudo,sendo que os problemas e situações adversas nos acrescentam tanto e nos fazem ver que apesar de diferentes, ainda somos os mesmos..Com sentimentos, alegrias,por vezes chatos, outras formidáveis e assim vamos atuando neste mundo e transformando e também, por que não dizer, o tornando muito mais interessante. Imagine um mundo com pessoas que não se importam e que inatingíveis! Puxa, só de pensar me sinto enjoada!
É exatamente este caldeirão de sentimentos que existe dentro de nós que nos torna humanos e irresitivelmente interessantes!!!!
Até a próxima...