segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mediocridade

        Você conhece o tipo: abraços demais, sorrisos demais, conversas demais, proximidade demais, intimidade demais. Um verdadeiro doce. Chega a dar cáries.
         Mil seguidores no Twitter, inúmeros contatos no celular e a miss simpatia no Facebook. Baladeira de plantão, é figurinha fácil nas noitadas. Nas fotos, advinhem só? Lá está ele, o sorriso, esbanjando alegria para quem quiser ver. Fez dele uma profissão. Ao ver qualquer janelinha subindo no Messenger, não hesita em disparar o seu bordão:
            - E aí, qual é a boa?
          Quer mesmo saber qual é a boa meu bem? A boa é se desprender de uma imagem superficial que não condiz com a realidade. É se libertar da fachada sou-feliz-e-nada-do-que-você-faça-me-abala. É deixar de mergulhar de corpo e alma nesse personagem que, no fundo, você reconhece que não existe. É se aceitar do jeito que é, com qualidades e defeitos. E o principal: é encontrar nas coisas simples a felicidade plena.
         - E aí, partiu?

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Elasticidade


         Assistindo ao filme Alice no país das maravilhas encontrei uma certa semelhança entre eu e a personagem principal. Não só por fazer o tipo loirinha. Mas, principalmente pelo fato de também viver em uma constante elasticidade.
          Me sinto pequenininha diante da injustiça impregnada em pessoas que me cercam. Da ignorância e da estupidez alheia. De um grito e de uma patada à queima-roupas. Do olhar frio e distante de quem tanto tenho afeição. De palavras proferidas na hora da raiva. De argumentos sem fundamentos. Da omissão da verdade. E, principalmente de quem sente medo de amar e perdoar.
        Me agiganto ao ter por perto quem amo. Ao receber um abraço apertado de quem tanto me quer bem. Ao valorizar os pequenos detalhes. Ao desfrutar de uma bela companhia  depois de um dia turbulento.  Ao ver o quanto Deus é bom e  saber aproveitar tudo o que Ele nos dá.