sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Melhor Representante

 
        Muitas mulheres, desde muito cedo, são criadas com base em um sonho: encontrar o príncipe encantado, trocar alianças e construir uma família. Suspiram ao ver novelas, filmes ou seriados com cenas de casais apaixonados, beijos arrebatadores ou de abraços protetores. A verdade é que vivemos em busca do tão sonhado felizes para sempre. Até que um dia ele vem ao nosso encontro. Acanhado e inseguro, mas vem.
      O casalzinho se conhece,  passa-se o  tempo e começam a namorar. Não bastasse, resolvem noivar e, em seguida, casar. Seguem a risca tudo o que seus pais sempre sonharam. Começa então a correria para os preparativos da festa. Local, roupas, buffet, convidados, padrinhos... Enfim é chegado o momento e, elas, as alianças, estão ali impecáveis. Existe aliança mais concreta do que esta?
      Pasmem: existe! A aliança de valor inestimável para um casal é aquela que carregamos em nosso interior. Um elo indestrutível. É aquela que se renova a cada dia por meio de declarações, carinho, afeto, companheirismo, brigas, reconciliações, detalhes, prazeres,  lembranças e amor. Muito amor. Ouro, prata, diamante? Nada disso tem valor se não temos o melhor: amor e respeito pelo nosso companheiro.

Copyright© 2008 - Todos Os Direitos Reservados


sexta-feira, 29 de junho de 2007

Mendicidade



Mendicidade: do Lat. mendicitate; estado de quem é obrigado a mendigar; acto de mendigar; os mendigos.

Em uma de minhas leituras noturnas do meu querido e melhor amigo, o dicionário, me deparei com tal palavra. Logo me soou familiar o contexto da mesma. Vou além da lógica e do significado da mesma. Há quem mendigue por um prato de comida, pelo pão de cada dia. Outros,  atenção, amizade e compreensão. Pasme-se: também há quem mendigue o amor de uma pessoa.

Que atire a primeira pedra quem nunca teve uma crise existencial. Garanto que 99% das pessoas já passaram por isso, afinal a vida é feita de altos e baixos. E é nesses dias onde pedimos, imploramos e mendigamos o afeto e a atenção de um alguém. Seja o amor e a compreensão de um namorado, a atenção de um amigo, o carinho materno ou o ombro amigo paterno. 

Seria tolice insistir na altivez de espírito e espalhar aos sete ventos que somos independentes emocionalmente de tudo e de todos. Ser dependente do amor de alguém onde a reciprocidade está presente, é uma coisa. Agora, ser dependente do amor de alguém onde o parceiro(a) é indiferente aos seus sentimentos,  já são outros quinhentos. Só quem passa por isso é que sabe.

Os sentimentos que carregamos nos aprisionam de uma maneira que nos impede de sustentar aquela que passamos anos construindo: a autonomia. Conduzindo-nos assim, para um beco onde a única saída é deixar de pensar em si próprio. Não por falta de amor, mas por amor demais.