terça-feira, 9 de maio de 2017

Ela sorri




Mulher, vinte e sete anos, um metro e cinquenta e quatro, carioca da gema. Esse é o perfil dela. Por ser carioca (e conhecer bem a realidade), sempre achou um risco perambular pelas ruas do Rio de Janeiro. Só não imaginava que o risco não se restringia as ruas da Cidade Maravilhosa. Ele foi além, adentrou as redes sociais, estava às portas. Neste caso, o risco de ter as entranhas reviradas por palavras.

Até que num belo domingo, a bonitinha resolve logar no seu perfil do Instagram e ouve um estouro. O disparo foi a queima-roupa: "Caraca! Ela sorri!" (comentou um amigo depois de quase não reconhecê-la por se tratar de uma simples foto dela, acredite, sorrindo). 

Sorrir, segundo o dicionário, significa "mostrar-se contente e comprazido". Ela, por ter um sorriso que passa bem longe de ser eleito um "sorriso Colgate", aprendeu a sorrir de outras maneiras. Não limitando-se a mostrar os dentes.

Ela sorri (mostra-se contente e comprazida, lembra?) por meio de um abraço apertado, da família, de uma conversa saudável e gostosa, de (re)encontro com pessoas queridas, de um afago, de uma música, de uma mensagem surpresa, da leitura, da escrita (da escrita, ela gargalha!), da natureza, até mesmo do trabalho. Não para por aí. Ela sorri por meio de um amigo "sumido", mas querido; ótimo escritor, mas tímido e usado por Deus para fazer brotar sorrisos nos lábios dos seus.



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