quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Procura-se


Estou casada há oito anos, diz Maricota de peito estufado. Meu noivado está marcado para o dia nove de março, vangloria-se Rebeca. Hoje completam seis meses que estou nessa pegação com o Armandinho, ô delícia. Minha aliança é de ouro branco, benzinho e eu já encomendamos. Será mesmo que la felicità só se alcança quando encontramos nosso par?

Basta darmos o ar da graça neste mundinho carente, coitado, para sermos condicionados a isso. Começa então a caça: hey boys, peguem a senha e façam uma fila por favor. Hoje estou à procura da felicidade. E lá vai você aos 15, aos 20, aos 30 e aos 40 anos - se achando a  última coca-cola do deserto - procurar pela milionésima vez o seu príncipe encantado. Poxa vida, não foi dessa vez. Mas um dia eu chego lá. 

Tenha certeza, meu bem: lá na terceira idade acreditando em abracadabra e coelhinho da páscoa. Nas palavras de Martha Medeiros, deixo a dica: não espere toda felicidade de uma única fonte. É Freud ensinando como economizar lamúria.


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