sábado, 6 de novembro de 2010

Ah, o amor.


 Não, o amor não é cego. Ele sabe muito bem como arrebatar aquele coraçãozinho bobinho, coitado, que vive a espera da sua metade da laranja. Não, o amor não é cego. Ele causa apenas uma visão um tanto distorcida das coisas.

Inclusive é ele, o amor, que faz você passar noites em claro por uma discussão boba. Que faz você sonhar com alianças, datas, noivado e casório. Que te faz colocar o status 'casado' no orkut segundo após ser pedida em namoro. Que te faz tatuar um tribal, que antes chamava-se Cláudio, no braço. Que te faz viajar sem sair do lugar. Que acrescenta diminutivos no seu vocabulário né meu amorzinho, meu benzinho, meu pitchulinho? E pasme: que te faz acreditar que o par perfeito, na sua vida está.

Aí vem o tempo, com suas lentes High Definition, pôr as coisas no lugar. É quando você percebe que o Jorge não é tão gracinha como pensara, mas lhe faz um cafuné daqueles. Que o Paulo pode ser a criatura mais ignorante do planeta, mas é dono de um colo extremamente acolhedor.  Que o Ricardo é um infantilóide, mas fica lindo se declarando para você.

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