sábado, 8 de maio de 2010

Vício


Há pouco fiquei sabendo de um suicídio que supostamente ocorreu por uma brincadeira bastante conhecida: a roleta russa. Mas, segundo algumas fontes, as verdadeiras causas são outras: não foi uma mera roleta russa e pronto. Havia por tras disso tudo uma depressão pós separação conjugal.

O enfoque aqui é algo que definitivamente não entra na minha cabeça: o que leva uma criatura a se matar após uma separação conjugal? Não me venha dizer que é o amor. Inclusive, ele, o amor, passou de largo nessa hora. Só sendo doente - leia-se no bom sentido da palavra - para fazer uma coisa dessas. Confesso que fico revoltada quando ouço casos como esse. Não entendo como alguém pode se tornar tão egoísta a ponto de achar que a pessoa amada é só sua e de mais ninguém. Nem dela mesma, coitada!

Amor nenhum faz você tirar a própria vida porque a relação simplesmente chegou ao fim. Amor é quando mesmo sabendo que a outra pessoa ao partir leva consigo a sua alegria e deixa o seu coração em pedaços, ainda assim você respeita isso: as pessoas são livres e se estão ao seu lado é porque existe um querer que fala mais alto. Não há carinho, não há agrado, não há colo ou afins que prenda alguém a você. Só ele: o AMOR!

Não era amor o nome disso. Era vício.

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