terça-feira, 15 de setembro de 2009

(Des)entender



Outro dia, assistindo um capítulo da novela das oito, ouvi uma frase que me fez refletir. A personagem de Lília Cabral, disse a seguinte frase: Onde há briga, há também amor, só os casais que não se amam é que não brigam. É porque já desistiram, não concorda?

Ple-na-men-te. Toda briga, por incrível que pareça, tem o seu lado bom. Pois , é sinal que a pessoa ainda se importa e faz questão de estar bem com o seu parceiro. É chato brigar com a pessoa amada, eu sei, mas uma briguinha aqui ou acolá acaba servindo para apimentar. Porém, quando isso se torna constante, acredito que esteja na hora de reavaliar a situação e ver se realmente vale a pena continuar.

Quando a indiferença se instala dentro da relação, é preciso se preocupar, pois alguma coisa está estranha no ar. Que todos nós somos errantes não é novidade, mas péra lá, se mesmo quando há motivos para reclamar, a criatura fingir que nem é com ela, das duas uma: ou seu sangue é de barata ou está deixando de amar. O que é mais provável, principalmente entre nós mulheres.

A mulher quando está insatisfeita dana a falar/resmungar/esbravejar. E, meu amigo, se a sua mulher ultimamente encontra-se mansa demais fique alerta. Pode ser que um pé-na-bunda esteja por vir.

Afinal,  já dizia Martha Medeiros:

"Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado (...) Pior do que a voz que cala, é o silêncio que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há emails na caixa de entrada, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim, você entende a mensagem"

Só não entende a mensagem quem não quer!


3 comentários:

Amanda disse...

Boas frases...não devemos nunca nos esquecer disso...

Rê Cicca disse...

A Luh é filósofa...
Ela também lê
www.descompensando.blogspot.com

caracois disse...

é isso mesmo! que as pedras pequeninas no caminho não passem disso mesmo... pequeninas e sem importância!

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C.-L