sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mulher de Fases



Dia desses assisti ao filme Em busca da felicidade e o achei um tanto interessante. Nem tanto pelo conteúdo em si, devo confessar, e sim pela forma que a história é contada.

Lembro-me bem da minha infância. Lembro da minha ousadia de pegar a bicicleta aos 6 anos de idade e andar por várias quadras depois da minha casa. Tudo escondido dos meus pais e eles, coitados, pensando que eu estava andando só na frente de casa. Parece que foi ontem que minha mãe me ensinou o bê-a-bá antes mesmo de eu colocar os pés dentro de uma escola. Lembro também das minhas idas ao colégio: com sete anos de idade já pegava dois ônibus sozinha para ir a aula. Dá para acreditar? Essa fase da minha vida chama-se amadurecimento - precoce, eu sei - mas é a realidade.

O tempo passou e fui para os meus doze/treze anos. Como eu gostava de ficar na rua e andar de bicicleta. Nessa época não me incomodava de ficar horas tostando ao sol só para pegar um bronzeado. Cansei de ficar até tarde da noite jogando futebol com conhecidos. Entrava em casa com as pernas preta de sujeira. Muleque de rua, é essa a palavra. Essa fase da minha vida chama-se liberdade.

Aos 14 anos caí de pára-quedas em um curso de formação de professores. Logo eu que sonhava em ser arquiteta. Foram quatro anos ao todo. Três se resumiram em: acúmulos de faltas, notas razoáveis, bagunça e certo desinteresse. No último, aconteceu uma mudança drástica: virei uma aluna exemplar. Faltas? Nem em sonho. Essa fase da minha vida chama-se vergonha na cara.

Nesse tempo me aconteceu algo que jamais acontecera antes. Deus me deu um presente de valor inestimável. No mesmo pacote veio afeto, compreensão, generosidade, alegrias, tristeza as vezes, carinho, amadurecimento e amor. Muito amor. Foi ai que percebi que Deus é muito bom comigo. Independente de todas as minhas falhas e de todos os meus defeitos. Essa fase da minha vida chama-se felicidade.

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