sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Cordão Umbilical



Antigamente nós mulheres tínhamos o cérebro projetado para as seguintes funções: reproduzir a espécie e cuidar das nossas crias. Voltando para a atualidade, isso ainda é normal de se ver. Perdoem-me o termo mas ainda exitem muitas amélias pelo mundo a fora. Isto é: mulheres que casam cedo demais, enchem a casa de filhos e vivem felizes para sempre. Nada contra as que se encaixam nesse perfil, afinal cada um rege a vida da maneira que bem entender.

Filhos. Quem ja ousou tocar nesse assunto comigo sabe a polêmica que crio. Bato sempre na mesma tecla: o cordão umbilical. Porque? Não existe nada mais deplorável do que aquele tipo de mãe, ou até mesmo de pai, que insiste em não cortar o cordão umbilical do filho. Querem sempre estar ligados a eles. 

Tá certo que as vezes um conselho faz bem, mas não em demasia. É irritante presenciar a cena onde um pai ou uma mãe diga alguma de suas frases clássicas: Fulano você vem me visitar mais vezes? Cicrano você tem se alimentado direito? Beltrano não faça isso, você tem que curtir sua vida primeiro. Poupe-me de tanta bajulação. É chegada a hora em que é preciso cortar o cordão umbilical e caso os demais não tenham feito isso. Cabe a nós - vítimas disso tudo - fazer esse favorzinho. Não é mesmo? 

As noras e os genros sabem bem do que estou falando. Principalmente as noras, não sei o porque desse carma. Quantas já não passaram por isso? Na nossa frente - elas, as sogras (em sua maioria, não são todas) - são um amor, por trás Deus é quem sabe, ou melhor, é quem ouve o clamor delas para que o filhinho querido se desgarre daquela zinha que insiste em roubar o tesouro delas. Que a luz caia e eu não consiga fazer essa postagem se eu estiver falando alguma mentira.

Ninguém merece alguém interferindo na nossa relação conjugal. Filho eu tenho certeza que ela não cuida tão bem de você quanto eu. Filhinha ele não é para o seu bico, você merece coisa melhor. Já dizia Jô Soares: é melhor pensar sem falar do que falar sem pensar. Críticas destrutivas? Opiniões alheias? Não preciso delas. Portanto, guarde-a para si só. 

A verdade é que independente da ligação que temos com o ente querido, nunca devemos amar exageradamente. Tudo tem que ter moderação. Caso contrário estaremos deixando de viver a nossa vida para viver a do outro. E quanto a você pai ou mãe que está lendo esse texto. É difícil pôr isso em prática, eu sei, mas é necessário. Afinal filho nenhum é criado para você e sim para o mundo. Sua missão é apenas dar as ferramentas para que ele possa enfrentar todas as barreiras sozinho. Pense nisso!

 
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