sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ela

 
Duvido que você consiga acreditar na hipótese de que ela saiba se defender sozinha. Afinal, aparenta bastante fragilidade. Digamos que seria feito uma boneca de porcelana. É assim que muitos a intitulam. Mas no fundo ainda é uma menina. Daquelas que sabem se virar, que já trabalha para seu próprio sustento, mas não deixa de ser uma menina.

Quando passamos a conhecê-la de verdade, logo percebemos seu temperamento forte. Ela é estressada e não tem papas na língua. Não esconde de ninguém o seu pensar, nem o seu agir. Por outro lado, é um doce. Super atenciosa e prestativa com os merecedores do seu afeto. Não são muitos, é claro. Mas quem foi eleito, teme não ganhar mais essa estabilidade emocional que só ela sabe proporcionar.

Tem um amor imensurável pela família, só não demonstra. Às vezes amanhece azeda, e nem assim deixa de ser vista como um alguém especial. Ela é pequena, mas fala em alto e bom som.  Meiguinha, mas às vezes as circunstâncias a deixa amarga.

Ela não se contenta com e-mails, telefonemas ou sms. Sente a necessidade de estar perto, de deitar no colo, de receber carinho, de tocar e de ter a certeza de que existe um amor que dura a vida inteira.

Ela aprecia o silêncio. Talvez isso explique o fato de espalhar aos sete ventos que jamais nascera para ser mãe. Sua profissão não foi escolhida à toa: é professora. Sente prazer em educar o filho, dos outros. Quem diria. Ela tem o dom de surpreender as pessoas que a cercam.

Ela é extremamente apaixonada pelo dicionário. O tem como livro de cabeceira, o qual não cansa de ler. Toda noite ele esta ali, ao seu alcance. Ela ama escrever textos e passar para o papel tudo o que sente.

Alguém aqui se arrisca a dar um palpite sobre quem é?


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