sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Festas de Fim de Ano

 
Todo final é ano é assim. Uma correria para a compra de presentes, um trabalho a mais nas cozinhas, uma ceia linda e farta. Amigos e familiares intitulados especiais em nossas vidas estão a postos. Quanta superficialidade. Que me desculpe os seguidores dessa grande tradição natalina, mas eu acho isso uma tremenda bagatela.

Não entendo o porque de reunir as pessoas especiais somente nessa época, se todos merecem nosso carinho e afeição o ano inteiro. É também no Natal que ocorre a famosa troca de presentes. Lá vai você, com um sorriso extremamente forçado e/ou sem graça receber uma lembrança de um parente distante que nunca deu a mínima para a sua existência. Mas a essa altura do campeonato, vale tudo. Até bancar a simpática, não?

Eu tenho pessoas em minha vida a qual estou sempre presenteando. Quando digo presenteando, não me refiro somente a bens materias, mas aos emocionais também. Porque é isso que nós seres humanos precisamos. Livros, roupas e sapatos não são nada, comparado ao valor que tem um abraço aconchegante, um ombro amigo, uma palavra carinhosa. Passo o tempo inteiro demosntrando o meu afeto pelas pessoas, independente de estarmos numa data comemorativa ou não.

Quem realmente me conhece sabe que não sou materialista. Dou mais valor a um colo e a um abraço do que a um celular ou um urso de pelúcia. Não que eu me desfaça dos presentes que recebo, não sou ingrata para chegar a esse ponto. Mas não gosto que fiquem se preocupando em me agradar com lembranças. Se tudo o que todos nós precisamos é de um pouco de atenção.